Comunidade de Fé: Vivendo o Comum no Jesus de Nazaré

Por Marcos Aurélio dos Santos

Viver em comunidade é demonstrar o Cristo libertador na vida. A fé cristã não brota do individualismo religioso, nem de uma filosofia de vida. Ela nasce no caminho de Jesus de Nazaré, o servo sofredor, que em sua missão amou a todas e todos, Deus comunitário, pois é trino, que se faz presente na história do seu povo, nas lutas e opressões de hoje, isso de todos nós. É no ajuntamento comunitário que todas e todos são chamados à comunhão sincera e fraterna, para viver a partilha no serviço, a celebração não se reduz a um rito religioso com seus códigos e dogmas, celebrarmos a prática da vida cristã libertadora, na simplicidade e fé em atos concertos de misericórdia.

O Jesus comunitário por meio do seu Espírito nos anima de maneira alegre e profunda para o desafio de viver a vida de maneira comum. Libertação! Por isso, ser comunitário implica profundamente em um chamado à liberdade, na luta pelo direito e liberação dos oprimidos, um clamor motivado pela compaixão, na busca pela igualdade, no acolhimento dos excluídos e excluídas nas diversas formas e realidades do nosso contexto atual.

A Igreja do Cristo não é uma instituição religiosa, onde muitas dessas denominações buscam os seus próprios interesses, sobretudo com intenções espúrias para promover seus líderes, que, distante do Cristo se esforçam para manter as estruturas de hierarquia de poder que os sustentam em detrimento do sofrimento do povo. A igreja de Jesus caminha em uma outra realidade, vai muito além! Igreja é o ajuntamento do povo de Deus em torno do Cristo que o seguem no caminho do amor libertador, na resistência utópica, é luta pela liberdade, na caminhada com o pobre, um movimento do povo de Jesus, que luta por uma única causa, o Evangelho.

A Fé comunitária com Jesus requer profunda renúncia. De si mesmo, da ostentação, da ganância, do ódio que divide, do abuso do poder religioso, do individualismo, do partidarismo entre Irmãos, das artimanhas da politicagem, da arrogância, dos interesses espúrios, desafios em caminhos de libertação. É um caminho difícil, pois não são muitos que estão dispostos a seguir na caminhada, muitos não querem, caminham no sentido contrário, outros desanimam no meio do caminho, preferem o Cristo elitizado que distribui bençãos a partir das grandes estruturas dos templos, do que o Cristo das estradas empoeiradas e becos das periferia.

Portanto, urge perguntar a nós mesmos:

Em que estrada da vida caminha a nossa fé? Quem somos como comunidade do Cristo?

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Marcos Aurélio dos Santos, Teólogo popular.
Colaborou: CEBi

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